domingo, 26 de outubro de 2014

Por que não Arduino? - Nível 0

Boa tarde, galera apimentada.

Há muito tempo atrás, durante a época da faculdade, um certo dispositivo eletrônico começou a ganhar fama aqui no Brasil. Uma placa controladora programável de fácil utilização, intuitiva, com várias tecnologias e ferramentas embarcadas (ou "embutidas").

Um longo debate seguiu-se, especialmente entre os estudantes de engenharia de controle e automação, como eu, sobre as vantagens e desvantagens de tal dispositivo. Atraente é a facilidade com que se pode acessar sensores e acionar atuadores, bastando apenas conhecimento básico de linguagens de programação (C, mais especificamente).
Entre as desvantagens, estava o preço semi elevado, dificuldade de encontrar a placa para vender, a confiabilidade, segurança e talzes.

Na época, decidi por não aceitar usar tal ferramenta. Preferi fazer tudo com minhas próprias mãos. Do meu jeito. Acredite, é uma ótima sensação criar do início um controlador de intensidade luminosa de leds usando PWM. Lembro como se fosse ontem a felicidade que eu tive quando consegui. E disseram que isso era impossível. Esses donos de lojas de componentes eletrônicos vivem me subestimando...

Mas, devido a muitos fatores, entre eles a falta de tempo para me dedicar à eletrônica, decidi experimentar aquela placa de desenvolvimento. Fiz umas pesquisas bem rápidas e descobri que hoje em dia as coisas mudaram: está bem fácil conseguir a placa e suas variantes, sua programação está bem mais fácil (isso que já era fácil), componentes, acessórios, exemplos, tutoriais e muito mais já foi feito para essa placa. Decidi, então, comprar uma. Comprei um Arduino UNO, semelhante a este aí:
Pequeno, mas grande o suficiente para iniciantes. Tem funções o suficiente para acionar e monitorar umas 15 aplicações ao mesmo tempo. Para os que não conhecem o Arduino, seguem algumas especificações:

  • Alimentação e programação pela porta USB;
  • Seis (06) portas analógicas, para leitura;
  • Quatorze (14) portas digitais, das quais 6 são entrada digital ou saída digital ou analógica (PWM), e as outras 8 são podem ser configuradas como saída ou entrada digital apenas;
  • Conversores digitais, alimentação e funções internas já prontas para uso;
  • Possibilidade de alimentação e acionamento direto de componentes, com 3.5V, 5V ou até 12V, se for utilizada fonte externa (o Arduino sozinho fornece até 5V apenas).
  • Programação em C em ambiente próprio, beeeeem intuitivo e com uma grande quantidade de exemplos práticos já implementados.
  • Muito bom custo benefício.
Eu comprei o meu por internet, junto com um kit de iniciante. Faz uns 6 meses, e eu paguei na época, se não me falha a memória, algo em torno de R$ 200,00. Junto com a placa controladora, vieram vários componentes, dentre eles LEDs variados, resistores, potenciômetros, sensores, um servo motor, um motor de passo, jumpers, fios, e mais um monte de brinquedinhos legais.

Nas próximas postagens, meus caros apimentados, vou postar mais coisas que eu aprendi a fazer usando o Arduino. Espero que gostem. Podemos até construir um projeto juntos. Que tal? Porque não pimenta?

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